Prefeitura que obrigava alunos a rezarem o pai nosso é barrada pela justiça

PAI NOSSO NAS ESCOLAS

Prefeitura que obrigava alunos a rezarem o pai nosso é barrada pela justiça

A Prefeitura Municipal de Barra Mansa era responsável por obrigar os alunos das escolas municipais a rezarem o pai nosso todos os dias antes das aulas começarem.

Mais esta regra foi mudada pelo juiz Antônio Augusto Gonçalves Balieiro Diniz, titular da 4ª Vara Cível de Barra Mansa nesta terça-feira (17).

Ele foi o responsável por suspender esta ordem que de certa forma acabou gerando muita

Polêmica e constrangimento aos alunos.

A ordem do juiz deve ser cumprida até 24 hs e se não for cumprida como determinou o juiz, isso acarretará em multa diária de R$ 10 mil.

Prefeitura que obrigava alunos a rezarem o pai nosso é barrada pela justiça

 

A ordem de serviço que obrigava os alunos a rezarem foi colocada em pratica a mando

Do secretário municipal de Educação de Barra Mansa, Vantoil de Souza Júnior.

Os alunos que não tivessem o desejo de participar da oração eram encaminhados a uma fila separados e depois eram acompanhados até a sala de estudos.

O juiz ficou inconformado ao saber desta ordem vinda da prefeitura local e declarou:

Evidente que a formação de filas separadas entre crianças que seguem ou não determinada

Religião, dentro do mesmo ambiente escolar, para a entoação da oração ao Pai Nosso, foge por completo ao conceito de razoabilidade”

“Por óbvio, tal ordem de serviço tem cunho separatista, fomentador de discriminação e conflito, não

Encontrando qualquer respaldo nos princípios da tolerância e liberdade religiosa. ”

Prefeitura que obrigava alunos a rezarem o pai nosso é barrada pela justiça

Após o juiz dar a sua decisão final a secretaria ainda queria que o mesmo voltasse atrás mais ele manteve firme a sua decisão.

O juiz considerou ainda que a obrigação do aluno em declarar sua religião para que possa se retirar

De uma atividade religiosa diferente da sua preferência também promove o separatismo, o que deve ser evitado entre os alunos.

“A obrigatoriedade da ‘declaração de religião’ para ausentar-se do local e a própria retirada dos

Alunos de local público e laico mostra-se separatista, fomentadora de discriminação e conflito, não

Encontrando qualquer respaldo nos princípios da laicidade, tolerância e liberdade religiosa”, concluiu o juiz.