O povo pode PEDIR o FECHAMENTO do CONGRESSO! Veja no vídeo.

Possibilidades de intervenção militar crescem no Brasil

Nesse momento arrisco abandonar por um breve período a chamada neutralidade axiológica a mim imposta para atuar como editor da Revista Sociedade Militar, que publica textos de tantos renomados articulistas, para te convidar para uma conversa. Escrevo as próximas linhas como pessoa comum, pai de três filhos, militar da reserva, assalariado e que, além da formação militar, nas horas que restaram entre inúmeros plantões, se graduou e pós-graduou numa universidade pública recheada de militantes, que já naquela época se achavam donos do recinto.

Falo aqui como o amigo que troca idéias com amigos pessoais do meio militar, do meio político e com todos aqueles que não só nos enviam textos, mas também participam sugerindo, elogiando ou criticando nos comentários, emails e whatsapp da RSM(21 98106-2723).

Temos acompanhado o cenário político e a voz das ruas faz algum tempo. Fui a várias manifestações e conheço muitas lideranças de movimentos populares, alguns intervencionistas e alguns radicalmente anti-intervenção, respeitamos a opinião de todos. Também, obviamente, conheço muito bem a mente militar, interagi quotidianamente com vários dos oficiais generais que ainda estão na ativa e como todo militar, passei mais tempo da minha vida na caserna do que fora dela.

Ainda que os comandantes militares insistam em dizer que as ações das Forças Armadas sejam delimitadas por parâmetros como legalidade e estabilidade, crescem em meio à sociedade e até na reserva, os apelos pela chamada intervenção militar. E os comandantes sabem disso.

Muitos têm esse assunto como uma espécie de tabu. Contudo, eu não tenho qualquer restrição em falar sobre esse pleito, ainda que na minha opinião no momento não seja a solução mais adequada para o caos tupiniquim.

Frequento pessoalmente vários fóruns e grupos de inteligência, militares, segurança pública e policia militar e percebo claramente que o clamor por uma medida saneadora mais drástica cresce na mente de muitos do nosso meio.

São antidemocratas? Não, jamais. Quem melhor do que nós, detentores de algumas informações privilegiadas, para saber o que se passa por trás dos panos? Se os militares e comunidade de segurança pública estão no seu limite, se decepcionam com a democracia, pode-se crer que as coisas estão num patamar bem pior do que já pôde perceber o cidadão comum.

Alguns economistas e políticos, assim como o próprio Comandante do Exército, deixam explicito em suas falas que qualquer sinal de possível instabilidade pode prejudicar a retomada do país em busca de crescimento e progresso. É uma verdade, estão certos e isso em parte explica sua sobriedade nas declarações públicas.

O mundo, os investidores em potencial, aqueles que realmente decidem os destinos das economias, acreditam que uma “higienização da classe política” pode acontecer pelo menos em médio prazo no Brasil? Sim, AINDA acreditam, tanto que os indicadores chegaram a melhorar nos últimos meses.

Contudo, fatores como o tempo que o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL leva para julgar autoridades com foro privilegiado, como é o caso de Renan Calheiros, envolvido como acusado em processos que já duram mais de 5 anos, e a luta de parlamentares por corromper a proposta de iniciativa popular anti-corrupção, endossada por mais de 2 milhões de brasileiros, fazem crescer os apelos para que os militares tomem partido e realizem de alguma forma a moralização necessária.

Além das centenas de grupos intervencionistas nas redes sociais, alguns com mais de 200 mil participantes que se comunicam diariamente, pudemos identificar duas grandes rádios online 24 horas por dia divulgando debates, discursos e conversas em apologia à intervenção militar. O movimento não para de crescer e, embora seja um assunto tabu, é acompanhado de perto.

A ocupação realizada no Congresso por militantes de direita acendeu uma luz vermelha. A imprensa e classe política mais atenta percebeu que a sociedade aos poucos deixa de vislumbrar possibilidades de se resolver “a coisa” de forma menos impactante.

Cada vez maior número de pessoas têm se desiludido com a velocidade do “saneamento político” e aumentam a pressão para que as forças armadas assumam o controle e inclusive enquadrem e julguem rapidamente todos os políticos envolvidos em falcatruas por crimes contra a segurança nacional, realizando em seguida eleições livres e sem a participação de qualquer político já condenado por corrupção ou envolvimento em qualquer crime.  Eles se autodenominam intervencionistas e foi uma parte mais radical desse grupo acabou ocupando o congresso nacional há cerca de uma semana.

Grande parte dos oficiais generais na reserva declaram sem pudor que a ação militar não pode ser descartada como uma das formas de resolver a crise de moralidade atualmente vivida.

Recentemente o deputado Jair Bolsonaro declarou no plenário do Congresso Nacional que se na calada da noite o congresso nacional corromper a proposta popular e implantar ali dentro uma forma de anistiar parlamentares corruptos, há real possibilidade de o povo ir para as ruas pedir o fechamento do parlamento.

O filósofo Olavo de Carvalho, que de sua residência nos EUA orienta alguns personagens anti-esquerda, como Lobão, e que no início do movimento anti-Dilma chegou a declarar que o Impeachment não adiantaria muito para o país, essa semana fez postagens em redes sociais incentivando a sociedade para que ocupe em massa o parlamento.

A verdade é que a corrupção no Brasil a cada dia se revela mais entranhada na política e já poucos de nós acreditam que a médio prazo conseguiremos mudar isso. Com isso entendemos que a instabilidade não é causada por um grupo de intervencionistas que de forma precipitada – mas de boa vontade e com propostas em sua esmagadora maioria, corretas – entrou no Congresso Nacional; por um deputado que insinue a possibilidade de fechamento do congresso ou por recados de um filósofo que reside nos EUA.

A tal “instabilidade” é causada pelas próprias ações desesperadas da classe política no afã de escapar do expurgo que, de uma forma ou de outra vai acontecer.

Esperamos e desejamos realmente que o judiciário brasileiro consiga vencer a oposição e terminar o que começou a fazer.

É evidente que os comandantes militares não desejam assumir o controle do país. É obvio que se busca a todo custo a “solução democrática”. Por isso a declaração padrão é “nossa sociedade não precisa ser tutelada“. Quem em sã consciência desejaria suportar o peso de tomar a força o controle de um país continental como o nosso, tendo que enfrentar não só as centenas de grupelhos de esquerda que se levantariam em vários locais, mas também a pressão da comunidade internacional em peso?

Conhecer a vontade da sociedade importa sim àqueles que devem tomar as decisões. Afinal, é preciso ter ao menos uma ideia de como as ações ou “não ações” serão recebidas. Mas, isso não basta para a tomada de decisões. A opinião do cidadão comum não pode ser o fator mais importante para definir questão tão gigantesca, é fácil compreender que não possui acesso a gigantesca gama de informações necessárias.

Muita coisa poderia acontecer, a complexidade é enorme, nenhum ensaio, análise prospectiva, por mais completo que seja, pode prever tudo, muita gente inocente pode sofrer, até morrer. E nenhum de nós deseja isso.

Com toda certeza esse é o último recurso e deve sim ser protelado ao máximo.

Tomo a liberdade de terminar essa conversa citando excerto de ótimo texto de um conhecido oficial: “Empregar as FA enquanto estamos progredindo bem com outras peças de manobra é, de fato, um grande equívoco, assim como também é por em dúvida o seu comprometimento constitucional, a sua subordinação ao interesse da Pátria e a sua competência para acompanhar e interpretar a conjuntura, imaginando-as incapazes de, por si próprias, conhecer o momento oportuno para agir e prevenir danos maiores à democracia …  (excerto de texto do General de Brigada P. Chagas)“

(Via agência de notícia)

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