O futuro de Lula: Delação da Odebrecht pode ser cancelada pelo STF

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Lula virou réu pela quinta vez, a terceira no âmbito da Lava Jato. Desta vez, ele é acusado dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em razão de supostas vantagens indevidas conseguidas por meio de contratos firmados entre a Petrobras e a empreiteira Odebrecht.

Segundo os procuradores da Operação Lava Jato parte das propinas pagas a Lula, foi destinada para a compra de um terreno na zona sul de São Paulo, onde seria construída uma nova sede do Instituto Lula. Além disso, a denúncia também sustenta que um imóvel vizinho ao apartamento onde mora o ex-presidente, em São Bernardo do Campo (SP), foi comprado com dinheiro proveniente do esquema.

Com cinco denúncias, todas elas aceitas pelos juízes responsáveis, 2017 será um ano determinante para o ex-presidente, mas vale apena lembrar que as investigações dependem muito de que as delações dos executivos da Odebrecht sejam aceitas e homologadas.

Janot acelerou os trabalhos de colher os depoimentos após críticas de vários ministros do STF em relação às investigações conduzidas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal, durante sessão ocorrida em 1º de dezembro. Em janeiro o Tribunal estará em recesso e só retornará em fevereiro mas Teori Zavascki garantiu usar este tempo para adiantar a análise do conteúdo.

A ministra Cármen Lúcia determinou a criação de uma força-tarefa para ajudar o ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava-Jato no STF. Ele terá um reforço de pessoal e de espaço físico para trabalhar. Somente o relator e seus juízes auxiliares terão acesso ao material.

Com os depoimentos em mão, caberá a Teori ouvir os delatores ou seus advogados para saber, por exemplo, se eles foram coagidos ou não a delatar. Também poderá devolver parte do material a Janot caso ache que ele deva ser complementado. Em fim caso seja encontrado qualquer irregularidade nos depoimentos, ou sinais de coação todo o material correrá o risco de não ser homologado por Teori e daí então se perder todas as delações.

Se Teori homologar os acordos, a Procuradoria-Geral da República poderá prosseguir com as investigações, usando os depoimentos para embasar novas investigações.

(Via agência de notícia)

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