ISTOÉ se desespera e comete crime e fraude jornalística dizendo que PT está ameaçando delatores que incriminarem Lula

Confira!

Revista manipulou uma decisão de Sergio Moro para fazer parecer que o juiz manteve Léo Pinheiro (ex-OAS) preso a pedido da defesa, que teme que ele “termine como Celso Daniel”, ou seja, assassinado por “motivações políticas”. Despacho de Moro, na verdade, era resposta a pedido da Polícia Federal para transferir Pinheiro de prisão

A revista IstoÉ manipulou uma decisão assinada por Sergio Moro para dar alguma legitimidade à reportagem “Lava Jato: delatores ameaçados”. Publicado no último dia 25, o texto insinua que réus colaboradores têm mudado seus depoimentos perante o juiz e membros da força-tarefa porque estão sendo ameaçados por forças obscuras que beneficiariam investigados ligados ao PT, entre eles o ex-presidente Lula.

Diz a reportagem que “delatores sofrem ameaças de terem suas vidas e a de seus parentes ceifadas. Aterrorizados, alguns se viram obrigados a mentir em depoimentos à Justiça. Depois, mudaram suas versões”.

A menção a Léo Pinheiro pela revista é um caso escandaloso de fraude jornalística. IstoÉ afirma que, “há duas semanas, o empresário, ex-sócio da OAS, foi responsável por um gesto insólito”: pediu a Moro para continuar preso, “temendo que, em liberdade, corresse risco de morte”.

A solicitação teria sido feita pelos advogados de Pinheiro “tendo em vista o teor bombástico de sua nova delação”, que poderia atingir figuras graúdas do PT, como Lula. O ex-presidente é acusado pelo MPF de ter recebido propina da empreiteira na forma de um apartamento triplex, no Guarujá, entre outras vantagens indevidas.

IstoÉ escreveu que “seria recomendável a sua manutenção [de Pinheiro] na carceragem da Superintendência Regional da Polícia Federal do Paraná, inclusive para acautelar eventual risco à sua integridade física”.

Para sustentar a matéria, IstoÉ pinçou um trecho de um despacho assinado por Moro em outubro, que diz o seguinte:

“Esclareceu a Defesa que José Adelmário Pinheiro Filho e a OAS possuem intenção de colaborar com as investigações (evento 21). Assim, haja vista que o acusado prestará novos depoimentos, bem como apresentará novas provas, seria recomendável a sua manutenção na carceragem SR/DPF/PR, inclusive para acautelar eventual risco a sua integridade”.

Esse trecho, inserido da reportagem de IstoÉ para fazer parecer que essa era a resposta de Moro à suposta iniciativa da defesa de Pinheiro, na verdade, diz respeito a um requerimento da Polícia Federal para remover o empresário alegando falta de espaço na carceragem de Curitiba.

A demanda foi feita pela “autoridade policial” no dia 3 de outubro. A ideia era transferir Léo Pinheiro para o Complexo Médico Penal de Pinhais. Antes de decidir, Moro pediu que o MPF e a defesa do empresário se manifestassem.

No despacho do dia 19 – esse usado por IstoÉ de maneira distorcida – o MPF disse que Léo Pinheiro poderia ser removido, pois não estava negociando acordo de delação premiada.

Em contrariedade ao anseio da força-tarefa, eis o que Moro decidiu (para melhor visualização, baixe o anexo no final desta edição):

Após manipular o despacho de Moro para servir à reportagem, IstoÉ cravou que, “assim como [Celso] Daniel estava disposto a denunciar um sombrio esquema de desvios de recursos para financiamento de campanhas eleitorais, o que poderia ferir o PT de morte antes mesmo de o partido ascender ao Planalto, Pinheiro pretende apresentar à Lava Jato seu arsenal bélico com potencial para enterrar de vez o lulopetismo, quase 15 anos depois.”

“A nova delação pode ser determinante para a condenação do ex-presidente Lula, hoje réu nos casos do tríplex no Guarujá e do armazenamento de seu acervo num balcão em São Paulo, custeado pela OAS.”

É curioso o timing de IstoÉ para lançar a reportagem, sugerindo que os delatores estão mudando suas versões não por interesse da Lava Jato, mas porque têm medo. A matéria saiu exatamente no final da semana em que Lula foi inocentado por testemunhas convocadas pelo MPF no julgamento do caso triplex. Todas, delatores.

(Via agência de notícia)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *