Governo da Colômbia e ELN iniciarão negociações de paz em 27 de outubro

Grupo é o segundo mais expressivo a atuar no país, após as Farc. Negociadores destacaram participação da sociedade.

O governo colombiano e a guerrilha do ELN (Exército de Libertação Nacional) iniciarão negociações de paz no próximo 27 de outubro, em Quito, para por fim a um conflito armado de mais de meio século, anunciaram as partes nesta segunda-feira (10) , em Caracas.

“As delegações do governo nacional e o ELN acordamos (…) instalar no dia 27 de outubro, em Quito, Equador, a mesa pública de conversações”, apontou uma declaração lida na Casa Amarela, sede da chancelaria venezuelana.

Os chefes negociadores do governo e do ELN, Mauricio Rodríguez e Pablo Beltrán, respectivamente, destacaram como primeiro ponto das conversas a participação da sociedade.

O ELN e o governo de Juan Manuel Santos anunciaram em 30 de março um acordo para lançar a etapa pública de conversas iniciadas em sigilo em janeiro 2014. No entanto, os diálogos formais não foram instalados porque para isto o presidente exigiu à guerrilha que abandone primeiro a prática do sequestro.

Mais cedo, nesta segunda, a guerrilha do ELN entregou nesta segunda-feira (10) um civil que estava em seu poder a uma comissão do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) na Colômbia.

“Um civil que estava em poder do Exército de Libertação Nacional (ELN) foi entregue hoje ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) na zona rural de Fortful”, no departamento (estado) de Arauca, fronteiriço com a Venezuela, indicou o organismo internacional em um comunicado, no qual não deu a identidade do refém.

Nos últimos 15 dias, esta foi a terceira libertação feita pelo ELN, segunda guerrilha do país.

Embora se desconheça o número exato de reféns em poder deste grupo, que pegou em armas em 1964 por influência da revolução cubana, fontes oficiais estimam que pelo menos uma pessoa permaneça retida.

“Sinto prazer em informar que a pessoa libertada se encontra neste momento a caminho de se reunir com seus entes queridos”, disse Christoph Harnisch, chefe da delegação do CICV na Colômbia, citado no comunicado.

A Colômbia vive um conflito armado que confrontou durante mais de meio século guerrilhas, paramilitares e agentes da força pública, com balanço de 260 mil mortos, 45 mil desaparecidos e 6,9 milhões de deslocados. Recentemente, o governo colombiano chegou a um acordo com as Farc, mas ele foi rejeitado pela população num plebiscito.

(Via agência de notícia)

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