Forças apoiadas pelos EUA lançam ofensiva contra reduto do EI na Síria

Forças Democráticas Sírias pretendem libertar a cidade de Raqqa. Anúncio é feito três semanas depois do início da ofensiva contra Mossul.

As Forças Democráticas Sírias (FDS) lançaram neste último domingo (6) uma ofensiva para libertar a cidade de Raqqa, reduto do Estado Islâmico (EI) na Síria, anunciou um comandante desta força árabe-curda apoiada pelos Estados Unidos.

 “Começou a grande batalha para a libertação de Raqqa e sua província”, anunciou um comandante das FDS na cidade de Ain Issa, situada mais de 50 km ao norte de Raqa, nas mãos do EI há dois anos e meio.Este anúncio é feito três semanas depois do início da ofensiva contra Mossul, último grande reduto do Estado Islâmico no Iraque. A ofensiva começou em 17 de outubro.

A ofensiva, batizada de “Revolta do Eufrates”, mobiliza 30.000 homens e começou na véspera, indicou a porta-voz.

“Raqa será libertada graças aos seus filhos e às facções árabes, curdas e turcomanas, heróis que combatem sob a bandeira das Forças Democráticas Sírias (FDS), com a participação ativa das Unidades de Proteção Popular (YPG)” em “coordenação com a coalizão internacional” dirigida pelos Estados Unidos, disse o comunicado lido pela porta-voz.

A ofensiva tem por objetivo libertar Raqa “das forças do terrorismo mundial e obscurantista representadas pelo Estado Islâmico que a tomou como sua suposta capital”, indicou a porta-voz.

Este anúncio é feito três semanas depois do início da ofensiva contra Mossul, último grande reduto do Estado Islâmico no Iraque.

Mossul e Raqa são as últimas duas grandes cidades ainda sob o controle do EI, que nos últimos meses perdeu grande parte do território conquistado desde 2014 na Síria e no Iraque.

Ofensiva em Mossul
Na semana passada, o secretário americano de Defesa, Ashton Carter, disse que os preparativos para isolar a cidade de Raqqa começaram, paralelamente à ofensiva internacional em andamento sobre a cidade iraquiana de Mossul.

“Já começamos a assentar as bases para que nossos sócios comecem a isolar Raqqa”, disse Carter após um encontro em Paris entre os ministros da Defesa de treze países da coalizão internacional anti-extremista.

O secretário de Defesa deu como exemplo dois golpes desferidos nos extremistas: a tomada de Manbij, em agosto, por parte de uma coalizão árabe-curda apoiada pelos Estados Unidos e a de Dabiq, reconquistada em meados de outubro por rebeldes apoiados pela Turquia.

Carter afirmou, ainda, que serão “forças locais” as que tomarão Raqa, seguindo “o princípio estratégico da coalizão”.

(Via agência de notícia)

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