Anexados vídeos de delatores a denúncia contra Lula. Assista!

Confira!

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Vídeos com trechos de depoimentos de delatores da Operação Lava Jato foram anexados nesta última sexta-feira (16) à denúncia do Ministério Público Federal (MPF) do Paranácontra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nos vídeos, o ex-deputado Pedro Corrêa (PP), o senador Delcídio do Amaral (ex-PT; ex-PSDB), o ex-diretor de abastecimento da Petrobras Nestor Cerveró, e o lobista Fernando Baiano aparecem em recortes de momentos em que citam o ex-presidente.

Após a publicação, os advogados do ex-presidente afirmaram nesta última sexta-feira (16) que as delações dos ex-parlamentares Pedro Correa (PP) e Delcídio do Amaral (ex-PT) “não tem qualquer valor jurídico”. As declarações de Delcídio e Correa foram anexadas nessa quinta (15) à denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente.

A defesa de Lula afirma, em nota assinada pelos advogados Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira, que a delação de Pedro Correa não foi homologada pela Justiça e a de Delcídio foi obtida “sem observância do requisito da voluntariedade”, em referência a uma entrevista do ex-senador à repórter Malu Gaspar, da Revista Piauí, em junho.

Na entrevista, o ex-senador diz que o processo de delação premiada foi iniciado após ser ele trancado em um quarto sem luz na Polícia Federal de Brasília, que enchia de fumaça do gerador do prédio.

“Aquilo encheu o quarto de fumaça, e eu comecei a bater, mas ninguém abriu. Os caras não sei se não ouviram ou se fingiram que não ouviram. Era um gás de combustão, um calor filho da puta. Só três horas mais tarde abriram a porta. Foi dificílimo.” Lembrou o senador, meses depois, durante um almoço na casa do irmão”, diz o trecho da entrevista.

A defesa também questiona a falta de sigilo da negociação. “Também deixou de cumprir o caráter sigiloso até a denúncia (…), uma vez que o teor da delação foi vazado à revista IstoÉ, em edição antecipada para 03.03.2016. E o conteúdo da narrativa de Amaral não é confirmado por qualquer prova, além de ser incompatível com o conteúdo de outras delações premiadas sobre o mesmo tema”, diz a nota.

Pedro Correa

Nos vídeos de depoimento, realizado no dia 1º de setembro, anexados à denúncia contra Lula, Pedro Corrêa diz que o ex-presidente escolhia diretamente cargos na Petrobras.

Corrêa diz que Lula questionou a demora na nomeação de Paulo Roberto Costa na diretoria da estatal e ameaçou demitir o conselho da empresa. Uma vez no cargo da diretoria de abastecimento, Costa “atendeu satisfatoriamente os interesses do PP na arrecadação de propina da Petrobras”.

Em 2006, antes das eleições, Pedro Corrêa e José Janene (na época presidente do PP) fizeram a Lula reivindicações de novos cargos e dinheiro para campanha do PP. O ex-­presidente teria negado e respondido “Vocês têm uma diretoria muito importante, estão muito bem atendidos financeiramente. Paulinho [Paulo Roberto Costa] tem me dito”.

De acordo com Corrêa, naquele mesmo encontro, Lula afirmou que não tinha obrigação de ajudar pois “Paulinho tinha deixado o partido muito bem abastecido, com dinheiro para fazer a eleição de todos os deputados”.

Ambos entraram pela garagem do Planalto para a reunião com o ex-­presidente. Paulo Roberto Costa foi preso em março de 2014 e fechou acordo de delação premiada no mesmo ano.

Delcídio do Amaral

O ex-senador Delcídio do Amaral declarou que no início da gestão Lula, o ex-presidente temia ser “impichado”

“Quando sobreveio o mensalão, ele (Lula) percebe que ele se arruma ou ele poderia ser impichado, inclusive. Uma tese que era defendida desde o início do governo pelo ex-ministro José Dirceu (era) que o PMDB deveria participar ativamente da base do governo. O próprio José Dirceu trabalhou nisso. Quando o José Dirceu foi levar essa aliança para o Lula já combinado com o PMDB, o Lula não topou. Aí veio o mensalão”, contou Delcídio.

Delcídio disse que Lula “abraçou” o PMDB quando veio à tona as denúncias do mensalão. “Houve um acordo para poupar o presidente Lula do impeachment”.

(Via agência de notícia)

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