APÓS DISCURSO DA JOVEM ANA JÚLIA, RICHA PERDE MAIORIA NO LEGISLATIVO

Governador Beto Richa (PSDB), sofreu derrota na Assembléia Legislativa, após a secundarista Ana Júlia, de 16 anos, dar uma aula de direitos e cidadania para os deputados estaduais; o emocionante relato em defesa das ocupações nas escolas da rede pública estadual fez com que os parlamentares derrubassem três vetos do mandatário tucano; oposição agora tem 32 das 54 cadeiras do legislativo paranaense

O governador Beto Richa (PSDB) teve três vetos derrubados esta semana, na Assembleia Legislativa do Paraná, fechada ontem (26) com o histórico pronunciamento da estudante Ana Júlia, de 16 anos, que deu uma aula de cidadania e democracia ao explicar para os deputados os motivos das ocupações nas escolas da rede pública estadual.

Fato é que o tucano perdeu a maioria no legislativo estadual, pois as bancadas do PSC e PSD — leia-se Ratinho Junior –, que contam com 14 votos, se somaram aos 18 parlamentares oposicionistas. Com isso formaram maioria com 32 das 54 cadeiras.

As matérias vetadas em si não vem ao caso, pois relevante é que esta reviravolta na Assembleia pode favorecer muito professores — da educação básica e universitária — e demais servidores em breve há 10 dias.

Richa quer que os deputados votem a Mensagem 403 para revogar a data-base de janeiro de 2017, isto é, quer oficializar o calote na reposição inflacionária dos servidores públicos do Paraná. No entanto, parece que o tucano não tem mais força em plenário — por isso agora blefa com bravatas tipo “prendo e arrebento”.

Aparentemente, não há saídas para o governador do PSDB. Está isolado em todos os fronts possíveis da política. As ocupações de escolas e universidades, bem como as greves das categorias do funcionalismo, já lhe consumia as energias. Agora, para agravar, a Assembleia também lhe vira as costas.

Para fechar o repolho, se o candidato de Richa em Curitiba, Rafael Greca (PMN), perder eleição no domingo (30), muito provavelmente, os deputados não lhe darão nem bom dia. É a ingratidão da política. É esperar e conferir.

(Via agência de notícia)

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