2017, o ano que irão tirar Temer e o PSDB irá assumir, com ajuda de Moro

Confira!

2017 começa com sinais, por toda a parte, de que o “andar de cima” – para usar a expressão de Elio Gaspari – já colocou os sonhos de Temer na conta dos improváveis.

O próprio Elio diz, na sua coluna que, “o governo encastelou-se na moderna astrologia dos marqueteiros” e seu chefe, Temer “roda o país prometendo fantasias encantadoras embebidas de “pensamento positivo”.

Míriam Leitão, uma das mais ativas remexedoras do caldeirão de “retomada” que se previa para assim que Dilma fosse derrubada e que o governo parasse de atrapalhar as obras saneadoras da contração econômica com que Joaquim Levy e suas mãos de tesoura já vinham arruinando o país, também não demonstra otimismo e abre sua primeira coluna do ano dizendo que “entramos no ano sem saber se o presidente será o mesmo ao fim destes 12 meses”.

Por toda a parte, o ceticismo no mundo conservador com “o homem que ia unir o país” se espalha e ficará pior quando saírem os números de um dezembro de cara feia e um início de janeiro que é de sufoco, sempre, para classe média.

Em favor de Temer, lê-se apenas o estoico homem da pinguela, Fernando Henrique Cardoso, metido até o pescoço na aventura “golpismo 2.0? de herdar para os tucanos os frangalhos do governo temerista, que termina outro de seus enxundiosos artigos dizendo que ” temos um governo que tenta pôr a casa em ordem.”

O que é tragicômico quando se fala de uma administração que vive parafraseando o “avesso do avesso” de Caetano Veloso, com seus “recuos do recuos”.

O que Temer tem, e por enquanto, é uma avassaladora máquina de moer a Constituição, formada por um Congresso acanalhado até a medula e carente de legitimidade até para dar título de cidadão honorário.Ou será que você, leitor, gostaria de posar ao lado de alguns de seus líderes exibindo, ao sorrisos, o diploma da honraria.

Como dizia o falecido Bussunda, “fala sério” que você ia “pagar este mico” diante de seus amigos e conhecidos nas redes sociais.

Às vezes, para analisar as coisas estrambóticas que acontecem neste país, que joga fora a democracia e o progresso que, afinal, tinham “dado as caras” depois de décadas e vibra com a ruína das empresas, a devastação do emprego e a ingovernabilidade que os rapazes de Curitiba, na sua brincadeira de “xerife e bandido” nos deram, a gente tem de descer a certa infantilidade.

Como faz, hoje, o sempre lúcido Luís Fernando Veríssimo, em seu artigo “Criancices” : “o poder dá a quem o tem a sensação de que pode realizar tudo, inclusive fantasias infantis”.

2017 será o ano em que começaremos a decidir como e com quem iremos começar a arrumar a bagunça e os cacos que nos deixaram de 2016.

(Via agência de notícia)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *